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ENSINO E PESQUISA: O PRINCIPIO FORMATIVO DA PESQUISA NA FORMAÇÃO DOCENTE EM HISTÓRIA

Abordagens da história da África no currículo referência da rede estadual de educação de Goiás

MAMA ÁFRICA: reconhecimento e valorização da influência africana na cultura brasileira

PROJETO INTERDISCIPLINAR MAMA ÁFRICA

https://drive.google.com/file/d/0B3X712exWGleUHJHc09STFNySU0/view?usp=sharing

Ditadura Militar

sábado, 23 de novembro de 2013

PROJETO DO MINICURSO - 9º ANO







UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE JUSSARA
CURSO DE HISTÓRIA



Aparecida Maria Ferreira Cândido
Jeniffer Amaral de Oliveira


PROJETO DO MINICURSO


Turma: 9º ano ensino fundamental
Duração: 3 aulas de 50 min.
Ano de realização: 1º bimestre do ano letivo de 2013

Eixo Temático: Brasil contemporâneo
Tema: ERA VARGAS

Justificativa:

         Este é um trabalho executado pelos bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência), que visa à necessidade de proporcionar o contato do aluno com o vestígio histórico. Trabalhar a “Era Vargas” tem tamanha importância quanto trabalhar a República Velha, pois é através da Era Vargas que se pode obter os conhecimentos necessário tanto sobre o governo de Vargas quanto aos acontecimentos da época como a depleção de 1929-1933. Tendo em mente que estes conhecimentos será de suma importância já que são muito requisitados em provas de vestibulares e do Enem.

Conteúdos:

v  As eleições e o movimento de 1930.
v  Era Vargas.
v  Governo provisório.
v  Oposição paulista.
v  Governo Constitucional de Vargas.
v  Os integralistas.
v  Os Aliancistas.
v  O Levante Comunista.
v  O Estado Novo.
v  Violência e propaganda.
v  Economia: Indústria e Agricultura.
v  Populismo.




Problematização:

      Apresentar para os alunos a musica “doutor Getulio” do autor Chico Buarque e cantora Simone, com o interesse de levantar algumas questões sobre o a Era Vargas.
 ü  Quem foi Getúlio Vargas?
ü  Como ele atingiu o poder?
ü  Por quantos anos ele foi presidente?
ü  Como foi sua queda?


Objetivos:

ü    Analisar e identificar os agentes que favoreceram a ascensão de Getulio Vargas ao poder.
ü  Compreender as transformações políticas e socioeconômicas do período Vargas.
ü  Discutir os conceitos: revolução, populismo e ditadura.

Conceitos:


ü  Tempo e Memória
ü  Revolução, populismo e ditadura

Metodologia de desenvolvimento:

Dividiremos em três etapas:

1ª etapa:
Após o levantamento prévio do conhecimento dos alunos sobre o tema “Era Vargas”, e o conhecimento sobe políticas, introduziremosa discussão sobre o tema, depois abriremos espaço para a exposição de idéias dos alunos sobre o tema, em seguida nós discutiremos como foi o início da Era Vargas e como aconteceu a ascensão de Vargas no poder.
Tempo: 1 aula.

2ª etapa:
Retornaremos o debate, relembrando alguns tópicos da aula anterior e discutindo alguns aspectos da revolução de 30, suas conseqüências e contribuições para a população através das mudanças ocorridas neste período, outra vez trazendo a participação dos alunos sobre esses tópicos, e procurar desenvolver o dialogo sobre o processo na política e o quão foi a resposta da população com essas mudanças.
Tempo: 1 aula.

3ª etapa:
Num terceiro momento finalizaremos as discussões sobre a Era Vargas, questionando aos alunos sobre o que foi discutido em sala e se isso mudou sua forma de ver a política e se os debates ocorridos em sala de aula contribuíram para ampliar os conhecimentos dos fatos ocorridos nesse período.Aplicaremos um exercício, a análise de uma musica, caso ocorra de não dar tempo de aplicar essa tarefa em sala, ficara como tarefa de casa.
Tempo:1 aula

Avaliação:

Solicitaremos para os alunos analisarem uma musica sobre governo de Vargas estabelecendo uma comparação com o conteúdo trabalhado em sala. Logo após,responder algumas questões relacionadas a esta. Sendo que o principal interesse desta atividade é despertar o senso critico do aluno.

Cronograma de execução:

O tempo estimado para a aplicação deste projeto é de 3 (três) aulas, sendo estas de 50 (cinquenta) minutos cada. Na primeira semana de Abril do ano de 2013, nos dias de segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira, nas turmas do 9º Ano C e9º Ano D.

Recursos humanos e materiais necessários:

·         Humanos
Ø  Bolsistas do Pibid; (Aparecida e Jeniffer)
Ø  Professora; (Idelma)
Ø  Alunos; (25 alunos no 9º C e 22 alunos no 9º D)

Ø  Materiais
Ø  Quadro;
Ø  Giz;
Ø  Livro Didático;
Ø  Retroprojetor;
Ø  Imagens; (fotos)
Ø  Texto impresso (musica)

Fontes:

BOULO, Junior Alfredo. História – Sociedade e Cidadania. 9º ano. São Paulo: FTD, 2009, (coleção História – Sociedade & Cidadania).
Disponível no site: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/estado-novo/plano-cohen.php (acessado em 21/03/2013)
Disponível no site: http://www.historiabrasileira.com/era-vargas/estado-novo/ (acessado em 20/03/2013).
Disponível no site: http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/governo-provisori-de-getulio-vargas (acessado em 20/03/2013).
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e pratica de ensino de historia: Experiência, reflexões e aprendizados/ Selva Guimarães Fonseca. Campinas, SP: Papirus, 2003. – (coleção Magistério: Formação e trabalho pedagógico)


 ANEXO


                                         ATIVIDADES


Chico Buarque - Dr. Getúlio

Foi o chefe mais amado da nação
Desde o sucesso da revolução
Liderando os liberais
Foi o pai dos mais humildes brasileiros
Lutando contra grupos financeiros
E altos interesses internacionais
Deu início a um tempo de transformações
Guiado pelo anseio de justiça
E de liberdade social
E depois de compelido a se afastar
Voltou pelos braços do povo
Em campanha triunfal

Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular

Foi o chefe mais amado da nação
A nós ele entregoui seu coração
Que não largaremos mais
Não, pois nossos corações hão de ser nossos
A terra, o nosso sangue, os nossos poços
O petróleo é nosso, os nossos carnavais
Sim, puniu os traidores com o perdão
E encheu de brios todo o nosso povo
Povo que a ninguém será servil
E partindo nos deixou uma lição
A Pátria, afinal, ficar livre
Ou morrer pelo Brasil

Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular

Fonte: Musica; Dr. Getúlio escrita por Chico Buarque de Holanda no ano de 1983 e interpretada por Simone em 1985.






Colégio Estadual Dom Bosco
Nome:_____________________________________
Turma:__________    Data:___/____/____________


ANÁLISE DE MÚSICA

1 1)-  Com base nos textos trabalhados faça uma analise da musica “Dr. Getúlio”, em primeiro ponto o que ela aborda.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
   2)-   Explique por que o autor faz esta exaltação de Getúlio Vargas? 
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
   3)-   Agora chegou sua vez, produza uma crítica ou uma defesa em forma de poema ou musica (paródia) ao Presidente Getúlio Vargas.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

PLANO DE AULA - HISTÓRIA DE GOIÁS 7º ANO

PLANO DE AULA - HISTÓRIA DE GOIÁS



Ana Paula Alves de Oliveira
Nayrhainne Souza Duarte


·         Eixo temático: A exploração do novo mundo.

·         Tema: A formação do território do que hoje é o Estado de Goiás, enfatizado na bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva e suas consequências.

Expectativas de Aprendizagem:

·         Compreender o contexto histórico do processo de formação do Estado em que vivemos.
·         Discutir a importância de se conhecer a nossa História Regional.
·         Refletir sobre as consequências e a importância da descoberta do ouro em Goiás e no Brasil.
·         Valorizar a memória Histórica da formação do nosso estado.
·         Compreender as dificuldades e desafios enfrentadas nas viagens dos bandeirantes.
·         Compreender a formação da identidade goiana;

Conteúdo:

·         Trabalhar o processo de colonização do interior do Brasil, a partir da descoberta do ouro. Tomando como base também, a formação do atual território goiano.
·         Focalizar nas expedições de colonização, principalmente as bandeiras, que a principio tinha interesses apenas na captura dos então escassos índios. E também nunca haviam se esquecido do motivo de ter saído de Portugal, a então descoberta do El-dorado.
·         Demonstrar através de imagens e explicação as dificuldades e perigos que os bandeirantes, jesuítas e outros, encontravam ao adentrarem ao sertão do Brasil.

Tempo: 1 aula

·         Apresentar o processo de descobrimento do ouro em Minas Gerais e em Mato Grosso, que por sua vez influenciou a bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, que utilizando de uma lógica como afirma Palacin, se há ouro nessas duas regiões provavelmente existe entre elas ouro também.
·         Demonstrar como a descoberta do ouro influenciou no povoamento do estado de Goiás. A partir da bandeira do Anhanguera, com idéias de fixa-se no então estado goiano

Tempo: 1 aula

Avaliação

·         A primeira avaliação consistia numa cola ou desenhos, dependendo se eles trouxessem as figuras. Essas figuras serão coladas dentro do mapa do estado de Goiás. Figuras que representassem o conteúdo trabalhado. Essa atividade tem como funçao

Conceitos

  • 1   Identidade;
  • 2  Memória;
  • 3  História regional;


Recursos/Materiais:

·         Imagens do Estado de Goiás;
·         Documentos escritos ( Hino dos Bandeirantes e Hino de Goiás de 1919);
·         Mapa;
·         Quadro;
·         Giz;
·         Projetor de imagem;
·         Computador ou notebook;

Recursos/Humanos:
·         Professor
·         Aluno


h                                                          

ATIVIDADE


COLÉGIO ESTADUAL DOM BOSCO
JUSSARA:_____ DE FEVEREIRO DE 2013
ALUNO: _______________________________________ 7º ANO ______
PREOFESSORAS: ANA PAULA E NAYRHAINNE

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO

01-  A partir da letra do Hino do Estado de Goiás (1919) e o Hino dos Bandeirantes, responda as questões.

   a)   De que se trata o hino do estado de Goiás?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b)  E  o hino dos bandeirantes?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) Tente traçar uma similaridade entre as letras dos hinos.
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



   d) Quem foi Bartolomeu Bueno da Silva?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Hino de Goiás (1919)Letra: Antônio Eusébio de Abreu
Música: Custódio Fernandes Góis

No coração do Brasil,
Domínio da primavera,
Se estende a terra goiana,
Que nos legou Anhanguera.

O bandeirante, atrevido,
Desbravador do sertão,
em cada pedra abalada,
Deixou da audácia um padrão.

Em cada pico azulado,
No dorso da serra erguido,
Recorda a lenda encantada
De algum tesouro escondido.

Outrora a terra, esquecida,
Mas sempre augusta no porte,
Viveu a lei do destino,
Vergada aos lances da sorte.

Depois, volvida, alentada
Do grato influxo estafante
Do vil metal reluzente,
Tornou-se Estado possante.

E hoje, estante, orgulhosa,
No labutar do progresso,
Riquezas , dons naturais
Ostenta em vasto recesso.

Este céu tão estrelado,
Este solo tão fecundo
Parecem provar destino
De ser o solar do mundo.

Este clima salutar,
Esta brisa embalsamada,
Noite e dia, são cantadas
Nos trinos das passaradas.

Seus lindos bosques nativos,
Orlando campos e montes,
Ao sol ocultando c'a sombra,
A clara tinta das fontes.

Buritizais alinhados,
Quais batalhões da natura,
Ali defendem co'os leques,
Da chã leveza e frescura.

De sul a norte, afinal,
Da natureza no arquivo,
A fauna, a flora se enlaçam
Em doce amplexo festivo.

Este solo que pisamos
Hoje, em fraternal abraço,
É berço da liberdade,
Da Pátria Amada um pedaço.

Outrora fora o retiro
Dos filhos do Mucunana;
Mas hoje a terra, exaltada,
É a nossa Pátria Goiana.

Goianos, nobres, altivos,
Da liberdade alentados,
Jamais consentem que os touros
Da Pátria sejam pisados.

Cantemos todos, unidos,
Da liberdade a vitória.
Mais um padrão ajuntemos
Aos faustos da nossa história.

Salve plêiade cintilante
De patriotas goianos
Que em sulcos e bênçãos pátrias
Conquistam louros, ufanos.

Desperta além, mocidade,
A voz do grande ideal
De fazer Goiás fulgir
No vasto Brasil Central.

Viva o Brasil respeitado,
Como Nação Soberana.
Viva o progresso encetado
Na bela terra goiana.
Disponível em: http://www.goias.go.gov.br/paginas/conheca-goias/simbolos/hino


Hino dos Bandeirantes

Autor: Guilherme de Almeida

Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das "bandeiras"!
Olha o passado à frente!
Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!
Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta.
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta!
Avança! Investe!
Em "bandeira" ou "monção",
Doma os índios bravios.
No leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;
Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos!
Lavra, planta, povoa.
Depois volta à garoa!
Na tardinha enfeitada de miçanga,
Ao Grito do Ipiranga!
Entreabre agora os véus!
Verás fluir por plainos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!
Paulista, pára um só instante
Deixa atrás o presente:
Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Contempla os Campos de Piratininga!
Norte - Sul - Este - Oeste,
Rompe a selva, abre minas, vara rios;
Bateia, escorre a ganga,
E adivinha através dessa cortina,
A sagrada Colina
Do cafezal, Senhor dos Horizontes,

Disponível em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/historia_hino

RELATÓRIO DO MINICURSO - 7 º ANO

RELATÓRIO DO MINICURSO DE HISTÓRIA DO BRASIL - 7 º ANO


ANA PAULA DE OLIVEIRA
NAYRHAINNE SOUZA DURTE



De acordo com o cronograma de atividades elaborado pela professora coordenadora de área do (PIBID 2012/2013) Ordália Cristina. Planejou-se a elaboração de minicursos temáticos, para todas as duplas do PIBID. Os minicursos deveriam ser aplicados como atividades em horário normal de aula da disciplina de História, no horário vespertino do Colégio Estadual Dom Bosco – escola campo do PIBID de história. As duplas continuaram divididas da mesma forma, e a aplicação do minicurso seguiu a mesma divisão das turmas selecionadas para monitória, que vinha sendo realizada anteriormente. O tema do minicurso de cada dupla deveria seguir o Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás 2013, uma vez que o minicurso aconteceria no período regulamentar de atividade escolar de cada serie do ensino fundamental.
Foi na reunião mensal do dia 06 de Março de 2013, no prédio da UEG, que a professora coordenadora de área, Ordália e professora supervisora Idelma Ferreira, juntamente com todos os bolsistas de História decidiram e traçaram alguns aspectos necessários para a elaboração dos minicursos. Elaborar um projeto, que vise trabalhar com conceitos de história para as turmas, foi um aspecto importante decidido na reunião. Outro aspecto que é preponderante para o PIBID é a produção de material didático, para os professores, então essa preocupação deveria ser pensada na elaboração dos minicursos. Trabalhar com documentos referentes ao conteúdo, na realização das atividades também constitui um aspecto importante para aplicação do minicurso.
Determinado alguns aspectos importantes para elaboração dos minicursos, a professora Ordália apresentou a referência, visando ajudar as duplas na elaboração de cada minicurso. A principal referência utilizada para a elaboração dos minicursos foi,FONSECA, Selva Guimarães. Projetos de trabalho: teoria e prática. In: 2006, 109-116. Esse material ajudou-nos consideravelmente para conhecer os requisitos que um minicurso deve conter, sendo uma referência indispensável portanto para a construção do nosso minicurso.
Nós bolsistas, Ana Paula e Nayrhainne formamos uma das duplas selecionadas para a elaboração dos minicursos. Ficamos responsáveis pela monitória da turma do 7° ano B, do turno vespertino do Colégio Estadual Dom Bosco, onde também aplicaríamos nosso projeto de minicurso. De acordo com o Currículo Referência da Rede Estadual de Goiás, o eixo temático do nosso minicurso, foi: A construção da Idade Moderna e o processo de conquista e colonização européia do Novo Mundo. Onde definimos como tema para o minicurso: Mundus novus a visão do outro. Devido ao tempo reduzido, de no máximo três aulas com 50 minutos de duração, optamos por um recorte teórico que enfatizasse o “encontro” das duas culturas, europeia e indígena, ou como autor Francisco Iglésias prefere dizer o “[...] choque de duas culturas.” (IGLÉSIAS, Francisco. 1992, p.26).
Selecionamos aportes teóricos que nos possibilitou trabalhar com a proposta de conteúdo apresentada no projeto: A América Portuguesa, a chegada dos Portugueses em terras desconhecidas, hoje o Brasil, a descoberta de “Mundus novus”. Para isso utilizamos como principais referências teóricas, as cartas de Américo Vespúcio, Francisco Iglésias, Arno Wehling, Maria José Wehling, Lourenço Dantas Mota, entre outros. Buscamos, ao elaborar o minicurso proporcionar o ensino do conteúdo de forma “leve”, divertida e com a interação dos alunos. Lembrando as sábias palavras do professor Leandro Karnal “A primeira lição da experiência em sala de aula é que as formulas só servem quando são idealizadas numa aula estática”. (KARNAL,2005, p. 11) não possuímos receitas prontas para realizar uma boa aula, sendo assim a experiência das monitórias e o conhecimento da turma, na qual aplicaríamos o minicurso foi preponderante para a escolha da metodologia a ser empregada.
Dentro do conteúdo selecionado buscamos trabalhar com os conceitos de alteridade, eurocentrismo, memória e aculturação. Conceitos esses que nos ajudariam a desenvolver uma discussão voltada para a importância de respeitar a cultura do “outro”, uma vez que vivemos numa sociedade e num país multicultural. Cumprindo assim com algumas das expectativas de aprendizagem contidas no Currículo Referência, como: Desenvolver atitudes contrárias ao racismo, ao preconceito e qualquer forma de discriminação; Entender o processo de ocupação do território colonial; Identificar elementos da cultura brasileira atual relacionando-os ao processo histórico de formação da nossa sociedade, e principalmente desenvolver um olhar crítico nos alunos, que os ajude a se situarem na sociedade atual.
Com base em todas as informações contidas acima e no projeto elaborado, nosso minicurso de história do Brasil foi aplicado nos dias 24 e 25 de Abril de 2013. Sendo o 1° momento aplicado no dia 24 no 5° horário e o 2° e 3° momentos no dia 25, 5° e 6° horário. No 1° momento ou aula, a metodologia escolhida para o levantamento de conhecimento prévio dos alunos foi uma dinâmica, com o intuito de promover a interação dos alunos de maneira divertida. Selecionamos imagens e frases que se relacionavam ao período de encontro entre as duas culturas, que foram colocados dentro de bexigas de ar. A dinâmica funcionou como uma batata-quente, com a turma em circulo, a bexiga passava de mão em mão e quando a música parasse o aluno que estivesse segurando a bexiga, deveria estoura-la e dizer o que sabia sobre a imagem ou frase. Esse exercício proporcionou, por um lado a oportunidade dos alunos demonstrarem seu conhecimento sobre o assunto, e por outro nos disponibilizou a oportunidade de diagnosticar qual era conhecimento da turma, e em que pontos deveríamos enfatizar mais.
As imagens foram “coladas” no quadro, e escreveu-se o que os alunos atribuíram sobre elas respectivamente. Posterior esse levantamento, identificamos o que era mais necessário esclarecer e realizou-se uma aula expositiva dialogada sempre sendo analisando as imagens. Pautadas em Iglésias buscamos criticar a ideia do “descobrimento” do Brasil. pois o autor diz que somente território desabitados são descobertos.Com a frase 22 de Abril de 1500 colocada na bexiga, buscamos mostrar um olhar critico para os alunos sobre a data do chamado “descobrimento” do Brasil. Algumas perguntas foram pertinentes e importantes para a problematização do nosso projeto. O que significa descobrir? O território “descoberto” já se chamava Brasil? E principalmente repensar criticamente na velha pergunta, quem foi Pedro Álvares Cabral? Os índios realmente são povos primitivos?
Todas essas indagações e várias outras, foram importantes para problematizar a ideia estática e mecânica de estudar o período colonial Brasileiro. Claro que adaptamos esses questionamentos de forma didática, uma vez que aplicamos o minicurso para alunos de 7° ano. A principal intenção era mostrar aos alunos que o estudo de história e principalmente a chegada dos europeus no território que hoje é o Brasil não deve ser concebido para decorar datas e nomes importantes. Compreender como se deu o processo histórico deste período é bem mais interessante e consiste no nosso objetivo principal.
No segundo momento, realizado no dia 25 de Abril, trabalhou-se com analise da música do Legião Urbana, denominada índios. A intenção era proporcionar uma discussão contextualizada do período histórico estudado. Reforçar a concepção de alteridade e respeito da cultura indígena, que infelizmente ainda sofre bastante preconceito pela maioria da sociedade. Uma sociedade capitalista, neoliberal que estimula cada vez mais a concorrência e o individualismo, criando assim um cenário propício para ampliar o preconceito multicultural.
O último momento foi destinado ao fechamento do conteúdo, as considerações finais, de ambas as partes e a aplicação das atividades avaliativas, que diagnosticaram a apreensão do conteúdo ensinado. Apesar da problemática do tempo reduzido a apenas três aulas para a aplicação do minicurso, acredita-se que o principal objetivo foi realizado com sucesso. Verificou-se a interação dos alunos na aula, e a compreensão do conteúdo pela maioria. Buscou-se ao final do minicurso apresentar o ensino de história como um processo contínuo, que deve ser analisado, nunca julgado. Assim a gama de fatores que constituem a chegada dos europeus em território “brasileiro” é de relevante importância para a formação da sociedade brasileira em que vivemos, e seu conhecimento é muito importante para a formação de uma sociedade mais crítica, justa e igualitária.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KARNAL, Leandro.
FONSECA, Selva Guimarães. Projetos de trabalho: teoria e prática. In: 2003, 109-116.
GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Linguagem, Cultura e Alteridade: Imagens do outro.Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cp/n107/n107a02.pdf. Acesso dia
PRIORE, Mary Lucy Murray Del. Retrato da América quando jovem: Imagens e representações sobre o Novo Continente entre os séculos XVI e XVIII. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol.5, n.9, 1992, p.3-13.
VESPÚCIO, Américo. Novo Mundo: as cartas que batizaram a América. Ed. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2003
IGLÉSIAS, Francisco. O encontro de duas culturas. Estudos avançados. 1992.
WEHLING, Arno; WEHLING, Maria.
 MOTA, Lourenço Dantas (org). Um banquete no trópico.




RELATO DE EXPERIÊNCIA - FILME AMISTAD 7º ANO

RELATO DE EXPERIÊNCIA
PROJETO CINEMA E HISTÓRIA - FILME AMISTAD

Aparecida Maria ferreira Cândido
Raí Martins Costa

No segundo semestre desse ano de 2013, nós alunos bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência), do subprojetode História da Universidade Estadual de Goiás, Unidade de Jussara, aplicamos oficinas na escola campo, da mesma cidade onde se faz presente a unidade, ocorrendo no colégio Dom Bosco, que abriu as portas para nos receber, e ao mesmo tempo passamos a ter uma parceria de ensino e aprendizagem com a escola. Todos os nossos estudos partem de um pressuposto que é compreender a teoria e aplicá-la na pratica utilizando mecanismos como a didática da própria história, onde proporciona uma melhor formação enquanto futuros professores da área, e nos orienta a como se portar em uma sala de aula, principalmente no próprio ensinar o conteúdo, de forma que faça o aluno pensar criticamente, que questione, indague eparticipe da sua formação e do processo de ensino dentro da sala de aula, possibilitando uma relação construtiva de ambas as partes.
O “Projeto Cinema e História”foi realizados por todos os bolsistas, mas o grupo no geral foi dividido, para trabalhar com cada turma, sendo estas do 7º ao 9º ano e ficou estabelecido que eu, Raí,fosse ficar com a Aparecida para fazer o planejamento e aplicar a oficina no 7º ano. A temática partiu do trafico negreiro no período da colonização, onde ficou estabelecido um filme, o “AMISTAD”(sendo um nome de um navio negreiro) que trabalha com essa temática, com imagens bem chocantes. Trouxemos para a realidade da colonização que se teve no Brasil,analisando o filme, “assim como ocorre com os textos históricos, para compreender um filme é preciso sempre estar atento ao que ocorria no momento em que foi produzido (CATELLI JUNIOR, 2009, p. 61)”, portanto temos aspectos que devemos analisar ao ver um filme, pois o filme “Amistad”, na íntegra, trata do trafico de negros, onde se relacionou questões jurídicas, de comércio, de relações com outros territórios vizinhos,no qual, para uns os negros eram escravos e para outros, não existia escravidão.Mas devemos estar atento, pois “os documentários, assim como os filmes de ficção, estão sujeitos às mais variadas manipulações” (CATELLI JUNIOR, 2009, p.60).
Tivemos o contato com o filme para depois, fazermos o planejamento. Fizemos pesquisas onde nos possibilitou a melhor forma de se pensar a proposta para levar aos alunos, sendo eles da turma de sétimo ano. O plano ficou dividido em momentos: primeiro momento a exibição do filme, segundo foi à contextualização junto com a localização com o mapa da rota do tráfico, terceiro uma atividade que se referiatanto ao filme quanto o diálogo que iríamos levantar, quarto momento referia-se à análise de um pequeno texto.
A oficina ocorreu no dia 21 e 22 de agosto, no período vespertino, tendo o inicio as 13 h e o termino às 18h15min.Iniciamos a oficina nos apresentando e explicando rapidamente o que era o filme e pedindo para prestar bastante atenção em algumas cenas, pois era uma oficina de história. O primeiro momento tudo ocorreu bem, estavam todos prestando atenção e havia também a participação de professores de outras disciplinas, devido estarmos ocupando as suas aulas, ou seja, neste dia os professores de outras disciplinas disponibilizaram o horário para que pudéssemos realizar este trabalho. Constantementeeles iam a sala para saber se estava tudo bem e se precisávamos de ajuda, sendo essa parceria positivano desenvolvimento de nossa atividade.
Após o termino do filme voltamos a sala, pois estávamos na biblioteca, com isso começamos a contextualizar e dialogar com os alunos a respeito do filme, priorizando a questão do trafico negreiro. Nesse momento, teve uma boa participação dos alunos, apesar de estarem um pouco envergonhados. Devagar começaram a levantar seus entendimentos do filme, ocorrendo um diálogo. Depois de analisar com os alunos e trazer bem a fundo a questão do tráfico negreiroe da própria escravidão, aplicamos uma atividade sobre o filme e depois trabalhamos um texto intitulado: “Trafico negreiro”. Foi ai que sentimos um pouco de dificuldade, pois os alunos começaram a conversar muito e estávamos chamando a atenção a todo o instante. Fizemos a leitura coletiva, onde os próprios alunos leram e a cada ponto explicávamos. Ao termino, teve uma atividade referente ao texto, eles fizeram e após concluírem era para cada um deles socializarem o que haviam feito. Eles começaram atéa falarbem sobre suas respostas, mas depois passaram a conversar muito e tivemos que chamar a coordenadora que conversou com eles acalmando-os. Após isso ocorreu tudo normal, todos leram e ouviram também os dos colegas.
No dia 22 de agosto retornamos ao Colégio Dom Bosco para realizar o Projeto de Cinema Historia com os alunos do 9º ano, pois não foi possível realizar num dia somente. Desta forma auxiliamos nossos colegas que estavam responsáveis pela sala, sendo que a metodologia de trabalho foi à mesma aplicada nas outras turmas do dia anterior.
Contudo foi uma boa experiência, conseguimos aprender um pouco mais e ter esse contato com o ambiente escolar e com a própria sala de aulapercebendo a dura realidade que um profissional da educação encontra, desde o planejamento da aula até a aplicação e as diversas outras coisas que acontecem no seu meio.

Referências bibliográficas:

CATELLI JUNIOR, Roberto. Temas e linguagens da história: ferramentas para sala de aula no ensino médio – São Paulo:Scipione, 2009. (Coleção Pensamento e ação na sala de aula). Cinema e história na sala de aula p.52 -71.
MELO, Vânia Lúcia Lima Vieira de. Tráfico negreiro. Disponível no site: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/       



RELATO DE EXPERIÊNCIA - FILME AMISTAD 8º ANO

UMA NOVA VISÃO SOBRE AS PERSCTIVAS DO PROCESSO DE ESCRAVIDÃO AFRICANA É SUAS RELAÇÕES COM O PRESENTE


Ana Paula Alves de Oliveira 

Jeniffer Amaral de Oliveira 

RESUMO: o objetivo deste texto é deixar claro para o leitor a forma com que foi construída a Oficina “Cinema e História” no mês de agosto, demonstrando assim as experiências de Ana Paula e Jeniffer com os alunos do 8º ano B e C. Tendo como base a problematização do filme Amistad, demonstrando a do a forma com que foi conduzido o processo de escravidão nas colônias. Além de produzir junto aos alunos reflexões com o tema preconceito, tanto racial quanto a outros, ainda muito presentes em nossa sociedade.


Palavras-chave: Escravidão africana.  Preconceito. Racismo.



Introdução

                   No dia 21 de agosto de 2013 foi realizado no colégio estadual Dom Bosco na cidade de Jussara, uma reunião com os bolsistas, professora supervisora e coordenadora de área do PIBID história. Na ocasião foi debatido o projeto de “Cinema e Historia”. Com base na lei 10.639/2003 (Art. 26-A) da LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional propõe o ensino obrigatório de história da África nas escolas brasileiras, sejam elas públicas ou privadas. Mas seu ensino não parte apenas de um pressuposto de cumprimento de uma lei educacional, como afirma Teles, mas de produzir uma “discussão sobre a (des)construção da história da África” ( TELES,2012,240). É também discussões a respeito da necessidade de produzir atitudes contrarias ao preconceito racial. Assim para desenvolver esse estudo sobre a história da África é necessário material didático, mas ainda se tem falta dessas matérias nas escolas, a solução encontrada e o próprio professor pesquisar e produzir seu material.
              Dessa maneira para se atender essas necessidades foram pensadas no projeto cinema história como um dos métodos para desenvolver aulas direcionadas ao conteúdo e reflexão sobre a temática África. Assim foi escolhido o filme Amistad do roteirista Steven Spielberg, esse filme vem retratando de forma direta os aspectos que levaram a guerra civil norte americana. Contudo pode-se compreender explicitamente como se deu o processo do tráfico negreiro da África para as colônias americanas.

Desenvolvimento

                   O projeto cinema e história têm por caracteriza o ensino de história por meio da leitura interpretação de filmes. Nesse sentido, sempre após a sessão do filme e destinado momentos para refletir sobre os pontos centrais do filme. O que se presenciou no8º B e 8º C que foi a sala de aula de o autor desse relato presenciou que o filme Amistad, transmite muitas informações então as discussões sobre o filme dão a oportunidade de muita reflexão.
              No momento em que o filme foi aberto para perceber até que ponto os alunos haviam compreendido, percebeu-se que os alunos não conseguiram assimilar tantas informações. Assim seguindo as orientações de Catelli (2009) que transmite a ideia de que o filme deverá ser problematizado, se caso isso não acontecer os alunos irão aceitar a verdade que o filme transmitiu, pois segundo o autor “filme histórico está carregado de subjetividade... é necessário buscar a objetividade e a tal verdade histórica... o filme histórico nunca deixará de ser uma representação do passado”. (CATELLI, 2009,57) Dessa maneira seguindo as orientações, foram destacadas cenas do filme para serem problematizadas. Como por exemplo: quando os africanos eram capturados e vendidos pelos seus próprios semelhantes, a ideia de superioridade da cor branca muito presente no filme, a ideia de que perante a constituição todos os homens são livres, o processo de desenvolvimento do racismo iniciado com as idéias do fim da escravidão, trazendo uma problemática para os dias atuais. Na qual ainda se vê a presença racismo em nossa sociedade.
              Após essas discussões foi iniciado o momento de produzir atividades que visem à compreensão do conteúdo. Para isso na primeira atividade foi dado à oportunidade de analise de fonte historiográfica. Pensou-se no uso da fonte literária com intuito de desenvolver nos alunos a capacidade de leitores proficientes de diversas fontes utilizamos o poema de Castro Alves o “Navio Negreiro” (1969). A partir da  “compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico, literário, social, científico” como propõe o Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás (2012). Assim analisando o poema ele vem descrevendo a situação dos africanos arrancados de suas terras, separados de suas famílias e tratados como animais nos navios negreiros que os traziam para ser propriedade de senhores de engenhos.
              O trecho do poema foi lido na sala de aula e promovido uma reflexão sobre. Após isso os alunos responderam a duas perguntas. A primeira pergunta questionava a possibilidade de relacionar o poema de Castro Alves com o filme Amistad em que sentido. Já segunda era para dissertar sobre a questão do tráfico de escravos a partir do poema e do filme.
              No final do projeto foi destinado um momento para reflexão do trecho do filme “Amistad” no qual vem fazendo uma reflexão sobre a questão de se pensar no processo de construção da identidade brasileira. Assim parte de um pressuposto de se pensar “Qual é a sua história?” Esse trecho vem no intuito de produzir reflexões a partir da necessidade de se produzir julgamentos sobre os outros sem ao menos ter noção de qual e a sua origem. Dessa maneira trazendo para a historiografia brasileira, chegamos a uma discussão a respeito de como pode a sociedade atual desenvolver um preconceito tão acirrado sobre as diferenças na cor da pele.
              Assim uma das maneiras de produzir discussões sobre o racismo e por deixar claro o aspecto da escravidão, isso por que não há como negar da nossa historiografia esse passado monstruoso. Demonstrando assim que nossa formação étnica vem dessa influência e de outros povos. Foi proposta essa discussão com intuito de promover atitudes contraria ao racismo, assim à segunda atividade consistiu em os alunos refletir sobre a questão do preconceito racial imposto na nossa sociedade com o fim da escravidão, como um método de continuar separando os brancos ditos “civilizados” dos negros “selvagens”, através da produção de cartazes para serem expostos na escola. Como uma forma de conscientização da sociedade querendo ou não descendente de escravos.


Considerações finais

              Chegou-se a uma conclusão definitiva com relação aos objetivos pretendidos alcançar quando se pode corrigir as atividades produzidas pelos alunos. Percebe-se que eles conseguiram refletir sobre as questões do processo de escravidão, no qual compreenderam que o tráfico de escravos foi um comércio desenvolvido por ambas as partes. De um lado os homens brancos que necessitavam de uma força motriz para impulsionar a exploração das colônias da América, do outro lado os próprios africanos que desenvolviam uma escravidão domestica, mas que vira nesses homens brancos um bom comercio lucrativo para os africanos.
              Ver as cenas chocantes do filme retratando a realidade de como aconteceu esse processo de escravidão fez com que nas atividades realizadas pelos alunos estivem muito presente as questões de que não tem como negar esse passado de escravidão na sociedade brasileira. Que por sua vez resultou e ainda resulta no desenvolvimento de preconceito racial pelos indivíduos. Mas que eles compreender que existe apenas uma raça à humana é não há necessidade de julgar os outros pela sua cor. Concepção de raça superior e inferior não há mais espaço para esse discurso na atual sociedade.

Agradecimentos

     Agradecemos ao fomento do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID da CAPES, pela bolsa.


Referências

CATELLI Junior, Roberto. Cinema e história na sala de aula. In: Temas e linguagens da história: ferramentas para a sala de aula no ensino médio. ed. São Paulo: Scipione,2009.
TELES, Luciano Everton Costa. Um olhar sobre a historiografia africana e afro-brasileira. In: Ensino da história da África e da cultura afro-brasileira. Revista história hoje, V.1, nº1,p.239-252, 2012.
Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás. Versão experimental. 2012.