quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PROJETO DO MINICURSO 7º ano - "Mundusnovus a visão do outro"

Colégio Estadual Dom Bosco
Bolsistas do PIBID: Ana Paula Alves de Oliveira
Nayrhainne Souza Duarte
Professora supervisora: Idelma do Carmo Ferreira Silva.
Professora coordenadora: Ordália Cristina Gonçalves Araújo
7º ano B- vespertino
 Disciplina: História


PROJETO DO MINICURSO DO BIPID (04/2013)

1     Eixo (s) temático (S)
A construção da Idade Moderna e o processo de conquista ecolonização européia do Novo Mundo.

2    Tema
Mundusnovus a visão do outro.

3   Conteúdos
A América Portuguesa a chegada dos Portugueses em terras desconhecidas, hoje o Brasil.
A descoberta de “Mundusnovus”.

       Conceitos

·         Identidade
·         Cultura
·         Aculturação
·         Memória
·         História oral.

      Problematização

            O minicurso pretende levantar algumas discussões sobre assuntos preponderantes da colonização da America portuguesa, visando principalmente o processo de contato entre a sociedade indígena e a sociedade européia tentando entender as visões antagônicas existentes no período. E tentar trazer essas relações de entendimento da cultura dooutro, para a nossa realidade multicultural.
           O processo de “descoberta” do novo mundo inicia-se a partir da expansão marítimo-comercial européia, por volta do século XV e XVI. Constituindo plenamente a transição do feudalismo para o capitalismo. Esse processo histórico foi marcado pelas Grandes Navegações.
           Esse processo constitui-se à busca de uma solução para livrar-se da crise econômica que se instalou na Europa no final da Idade Media. Com o aumento da população européia, a falta de terras cultiváveis, as técnicas rudimentares do antigo feudalismo não conseguiam suprir a falta de alimentos da população e também a classe da burguesia emergente começa a se instalar. Então a conquista de novos mercados fora da Europa seria a solução para atender as necessidades desta população em crescimento.
          No século XV a vida comercial européia era basicamente através do comércio das especiarias (cravo, canela, pimenta, noz-moscada, gengibre) e de artigos de luxo (porcelanas, tecidos de seda, marfim, perfumes), provenientes do Oriente especificamente África e Ásia. Esse comércio era monopolizado pelos Italianos que utilizavam o porto de Constantinopla, como o principal centro comercial da época.
          Os portugueses orientavam através de um plano que era avançar cada vez mais no caminho das Índias, sempre contornado a costa do continente africano. Mas algo, por assim dizer, deu errado ou já se sabia da existência de um novo continente? Não sabemos ao certo. O que sabemos é que Pedro Álvares de Cabral chegou, ao então continente Americano no dia 22 de Abril de 1500, a expansão âncora em um monte, ao qual deram o nome de monte pascoal. Cabral retorna a Portugal com a notícia de ter descoberto uma nova rota e novas terras.
         A principal idéia que se pensou ao descobrir o “Mundos Novus” foi dominar e explorar, ou seja, dominar os nativos (índios) e explorar a riquezas do continente. Assim aconteceu, o europeu utilizaram as idéias da igreja católica, no intuito de catequizar os índios, para aproximar deles.
         A princípio os europeus possuíam a idéia de descobrir o “caminho, portanto, para as fontes de sonhadas riquezas referidas ao Eldorado.” (PRIORE, 1992) Mas no primeiro momento encontraram como fonte de exploração o pau-brasil, uma madeira que servia par tingimento de tecidos.
         Assim o tema que propomos a discutir envolve destacar a visão com que ambos os personagens desse enredo viam um do outro, no início, de estranheza e medo. Nesse momento os europeus passaram a adotar a idéia do eurocentrismo, como sendo a Europa o eixo de construção de toda a história, ou seja, a Europa consistia o centro do processo de construção do mundo.  Os europeus viam o índio como um povo a ser dominado devido “o índio [...] selvagem, bárbaro, cruel, antropófago.” (PRIORE, 1992,6)
         Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. No sentido de que “nem têm bens próprios, mas todas as coisas são comuns. Vivem ao mesmo tempo sem rei e sem comando, [...] Tomam tantas mulheres quantas querem [...] não tem nenhum templo, não tem nenhuma lei, nem são idólatras” (VESPÚCIO,2003,42)
         Dentro desta visão, acreditava que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura européia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.
        Os índios, porém, não possuíam a idéia de capitalismo e nem conheciam outros povos. Para eles o choque com a cultura européia foi algo sem explicações, o sentido de não se possui relatos dos índios sobre o processo de colonização, no sentido de não saberem dominar a escrita, até este momento. Eles não conseguiam entender quais motivos os brancos, vêm as suas terras exploram, matam quem tenta os impedir e agem de maneira natural. Algo que para os índios era algo complexo de se entender.
        Dessa maneira o problema principal consiste em como entender as visões do europeu sobre os índios e o dos índios sobre os europeus. No sentido de que a sociedade indígena não havia desenvolvido a escrita era uma sociedade que se baseava essencialmente na história oral e memória dos antepassados e sua origem enquanto povo, neste caso uma parte da história ficou presa nos relatos dos europeus.
        O problema é: será que as cartas de Pero Vaz de Caminha e AméricoVespúcio foram exatamente como foram relatados? Os índios são mesmo uma sociedade primitiva? Deve-se pensar ainda na concepção de que a Europa sempre será uma sociedade desenvolvida é, que a America sempre será sua filha, no sentido de atraso no seu desenvolvimento? Pode se tentar traçar um paralelo entre o encontro dos índios e os europeus, com as questões de aceitação das diferenças das pessoas hoje neste mundo tão diversificado?
        Compreender as respostas dessas perguntas faz com que possamos refletir um pouco sobre os aspectos da colonização da America portuguesa, das relações de poder dos europeus sobre as sociedades indígenas, refletir sobre o misticismo da Europa como a mãe de todas as sociedades e também analisar as questões históricos sociais da sociedade preconceituosa de hoje, tentando a compreende - lá.

6      Justificativa

        A escolha deste tema ocorreu no intuito de situar os alunos sobre aspectos da colonização portuguesa na America e também situar os alunos sobre questões que tomam grande destaque na mídia ultimamente. São questões com relação, a não aceitação das diferenças dos outros. Neste casso o projeto em si desenvolvido no intuito de não solucionar o problemas, mas dar-lhe uma historicidade, a respeito de não agirmos de tal maneira, que nós devemos respeitar as diferenças.

Vivemos uma época em que nada é inteiramente novo, mas na qual os ecos do passado tornam-se capazes de intensa seduçãocomo se fossem marcas magistrais de descoberta e inovação. Assim, a diversidade social humana, em parte vista como nossa imensa riqueza, È, ao mesmo tempo, o grande desafio, uma vez que o diferente é, no mínimo, condição de risco e de perigo, mas, também, um mesmo. Cabe, portanto, pensar e refletir sobre as diferenças, ressalvar direitos à cultura, práticas, costumes, religião e línguas próprias para aqueles que são diferentes, mas que estão no meu, no nosso mundo. (GUSMÃO,1999,15)

         Visto que vivemos numa sociedade que baseia se em princípios capitalista, não levando em conta as condições dos outros. Acabamos por rotular as diferenças das pessoas, ou seja, acaba-se generalizando e agindo de modo preconceituoso em relação à idéia de julgar o outro. Da mesma maneira que os portugueses subestimaram a capacidade intelectual e social das sociedades indígenas. Nós acabamos tendenciando, mesmo não querendo, a subestimar o outro.
         Dessa maneira o projeto tem o objetivo de transmitir a idéia de compreensão e aceitação das diferenças do outro, fazendo reflexões do passado no presente para o futuro com relação à idéia de aceitação das diferenças do outro.

7      Objetivos Gerais

        Entender o processo de colonização da America portuguesa, enfocando em conceitos como alteridade, cultura e aculturamento. Possibilitar como que o projeto possa desenvolver um olhar crítico e sobre tudo possibilitar a compreensão da idéia de entender as diferenças do outro não só do passado, mas também do presente.

 Objetivos Específicos

  • ·          Desenvolver atitudes contrárias ao racismo, ao preconceito e qualquer forma de discriminação.
  • ·         Desenvolver atitudes de respeito e tolerância às diversidades culturais.
  • ·         Utilizar a leitura, a compreensão e a interpretação de textos diversos para tornar-se um leitor competente e possibilitar o letramento linguístico, literário, social, científico.



8      Metodologia de desenvolvimento

          Oficina será organizada na primeira aula em círculo e iniciará através da dinâmica da “batata quente do conhecimento”, com balões. Isso proporcionará levantar os conhecimentos prévios dos alunos, sobre a colonização da America portuguesa e o entendimento do outro, mas de maneira diferente. Utilizando de imagens que fazem ligação entre si, daremos a oportunidade dos alunos se expressarem sobre o que eles sabem sobre aquela imagem. A partir desse levantamento ocorrerá então a explicação, buscando sempre raciocinar historicamente as imagens. Tentando fazer com que o aluno desenvolva sua própria linha de pensamento com relação ao processo de colonização do europeu no Brasil.
          Além do mais proporcionar historicamente aos alunos, a capacidade de entender as relações de poder que o “outro”, neste caso o europeu submeteu os indígenas e também fazer um paralelo com a ideia de respeitar e compreender as diferenças sociais e culturais da nossa sociedade. Que acontecerá na segunda e terceira aula. Utilizar-se-á na terceira aula um recurso didático que consiste na música “Índios – Legião Urbana”, uma maneira de demonstrar que a história não está presa nos livros didáticos, mas que está inserida no nosso cotidiano e que muitas vezes não percebemos a essência da letra da música que o compositor quis transmitir.
   No final da terceira aula buscará a leitura e interpretação das atividades de fixação de conhecimento, para que os alunos possam responder as atividades em suas casas. Isso porque exigirá do aluno interpretação de imagem através de uma charge e também a interpretação de documento, no caso um fragmento da carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o descobrimento de uma nova terra. O que se pretende com essas atividades consiste em proporcionar aos alunos reconstruírem o conhecimento histórico a partir do seu entendimento. Tentar-se-á construir uma aula a partir das abordagens expositiva e dialogada. Buscando sempre alcançar o objetivo de transmissão do conteúdo e suas reflexões sociais e reconstrução histórica do passado.

9-      Avaliação

Ao final do projeto serão desenvolvidas duas atividades avaliativas com o intuito de perceber o grau de aprendizado dos alunos e também proporcionar a eles a interpretação de documentos. Visto que uma das funções do professor e auxiliar na capacidade dos alunos de interpretar fontes documentais, as atividades são divididas em duas questões.
Sendo a primeira questão contendo uma charge que demonstra a chegada dos portugueses ao Brasil, trazendo uma discussão a respeito se o continente foi descoberto ou invadido por eles. Já a segunda questão consiste em análise do fragmento do documento de Pero Vaz de Caminha sobre a descoberta da nova terra. Essa questão e subdividida em duas alternativas. Sendo a primeira consiste na produção de um texto com base na explicação do conteúdo e do documento, demonstrando a visão que os europeus tiveram dos índios. A segunda alternativa consiste na opinião dos alunos a respeito, se os europeus estavam mesmo preocupados em salvar as almas dos índios ou se era outra coisa que eles estavam interessados.  

1  Cronograma de Execução

1º momento- Consiste na primeira aula, onde ocorrerá o levantamento prévio do conteúdo através de uma dinâmica envolvendo imagens e inicio do processo de exposição do conteúdo. No dia 24 de abril de 2013, série 7 ano B vespertino no 5º horário.

2º momento- Continuação da aula anterior de forma expositiva e dialogada. No dia 25 de abril de 2013, série 7 ano B vespertino no 5º horário.

3º momento- Analise e problematização da música do Legião Urbana - Índios e também o diagnostico do conteúdo por parte dos alunos, através de duas atividades avaliativas. No dia 25 de abril de 2013 no 6º horário.

1  Recursos e materiais
Recursos/Humanos:
·         Professor
·         Aluno

·         Quadro e giz;
·         Imagens;
·         Folha A4;
·         Xerox;
·         Letra da música do Legião Urbana- Índios
·         Mapa mundo


   Referências Bibliográficas

AMADO, Janaína e FIQUEREDO, Luiz Carlos. (Orgs.) Brasil 1500 Quarenta documentos. ed.São Paulo: Editora Universidade de Brasília,2001.
BLOCH, Marc Leopold Benjamim. Apologia da história ou oficio do historiador. Ed, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás.
FONSECA, Selva Guimarães. Projetos de trabalho: teoria e prática.12.ed, Campinas: Papirus editora, 2011.
 Letra da música índios do legião urbana. Disponível em: http://letras.mus.br/legiao-urbana/92/. Acesso dia: 04/04/2013
GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Linguagem, Cultura e Alteridade: Imagens do outro. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cp/n107/n107a02.pdf. Acesso dia: 03/04/2013
PRIORE, Mary Lucy Murray Del. Retrato da América quando jovem: Imagens e representações sobre o Novo Continente entre os séculos XVI e XVIII. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol.5, n.9, 1992, p.3-13.
Sobre os índios do Brasil. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/indios/. Acesso dia: 03/04/2013
VESPÚCIO, Américo. Novo Mundo: as cartas que batizaram a América.ed. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2003.



Anexo



                    MÚSICA ÍNDIOS– LEGIÃO URBANA (1986)  



Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.



ATIVIDADES



COLÉGIO ESTADUAL DOM BOSCO
JUSSARA 25 DE ABRIL DE 2013
ALUNO (A): ____________________________________________________
 PROFESSORAS BOLSISTAS DO PIBID: ANA PAULA E NAYRHAINNE                            SÉRIE: 7º ANO B
 PROFESSORA SUPERVISORA: IDELMA DO CARMO SILVA FERREIRA


1-       Analise a imagem e responda a questão:



































A partir da charge e do conteúdo estudado, responda porque o território conhecido como Brasil não foi “descoberto” pelos Portugueses?
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Este documento consiste no fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha escrita em 1500 para o rei de Portugal, para relatar ao rei sobre as descobertas da nova terra.

 “A feição deles é serem pardos, à maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam cobrir nenhuma coisa [...]. Não pudemos saber até agora que nela haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem de ferro, nem lho vismo. Porém a terra em si é de muito bons ares, frio e temperados [...] Águas são muitas, infindas. E de tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. Porém, o melhor fruto que nela se pode fazer me parece que será salvar esta gente. Esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar.” ( Carta de Pero Vaz de Caminha- 1500)

a)      A partir dos relatos do documento de Pero Vaz de Caminha e das discussões em sala de aula, produza um pequeno texto, com suas próprias palavras, sobre como os índios foram representados pelos europeus nesse período.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
B) O fragmento do texto de Pero Vaz de Caminha mostra que o objetivo dos europeus seria de salvar as almas dos índios, através da catequização. Em sua opinião foi isso realmente o que aconteceu? Justifique.

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sábado, 23 de novembro de 2013

PROJETO DO MINICURSO - 9º ANO







UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE JUSSARA
CURSO DE HISTÓRIA



Aparecida Maria Ferreira Cândido
Jeniffer Amaral de Oliveira


PROJETO DO MINICURSO


Turma: 9º ano ensino fundamental
Duração: 3 aulas de 50 min.
Ano de realização: 1º bimestre do ano letivo de 2013

Eixo Temático: Brasil contemporâneo
Tema: ERA VARGAS

Justificativa:

         Este é um trabalho executado pelos bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência), que visa à necessidade de proporcionar o contato do aluno com o vestígio histórico. Trabalhar a “Era Vargas” tem tamanha importância quanto trabalhar a República Velha, pois é através da Era Vargas que se pode obter os conhecimentos necessário tanto sobre o governo de Vargas quanto aos acontecimentos da época como a depleção de 1929-1933. Tendo em mente que estes conhecimentos será de suma importância já que são muito requisitados em provas de vestibulares e do Enem.

Conteúdos:

v  As eleições e o movimento de 1930.
v  Era Vargas.
v  Governo provisório.
v  Oposição paulista.
v  Governo Constitucional de Vargas.
v  Os integralistas.
v  Os Aliancistas.
v  O Levante Comunista.
v  O Estado Novo.
v  Violência e propaganda.
v  Economia: Indústria e Agricultura.
v  Populismo.




Problematização:

      Apresentar para os alunos a musica “doutor Getulio” do autor Chico Buarque e cantora Simone, com o interesse de levantar algumas questões sobre o a Era Vargas.
 ü  Quem foi Getúlio Vargas?
ü  Como ele atingiu o poder?
ü  Por quantos anos ele foi presidente?
ü  Como foi sua queda?


Objetivos:

ü    Analisar e identificar os agentes que favoreceram a ascensão de Getulio Vargas ao poder.
ü  Compreender as transformações políticas e socioeconômicas do período Vargas.
ü  Discutir os conceitos: revolução, populismo e ditadura.

Conceitos:


ü  Tempo e Memória
ü  Revolução, populismo e ditadura

Metodologia de desenvolvimento:

Dividiremos em três etapas:

1ª etapa:
Após o levantamento prévio do conhecimento dos alunos sobre o tema “Era Vargas”, e o conhecimento sobe políticas, introduziremosa discussão sobre o tema, depois abriremos espaço para a exposição de idéias dos alunos sobre o tema, em seguida nós discutiremos como foi o início da Era Vargas e como aconteceu a ascensão de Vargas no poder.
Tempo: 1 aula.

2ª etapa:
Retornaremos o debate, relembrando alguns tópicos da aula anterior e discutindo alguns aspectos da revolução de 30, suas conseqüências e contribuições para a população através das mudanças ocorridas neste período, outra vez trazendo a participação dos alunos sobre esses tópicos, e procurar desenvolver o dialogo sobre o processo na política e o quão foi a resposta da população com essas mudanças.
Tempo: 1 aula.

3ª etapa:
Num terceiro momento finalizaremos as discussões sobre a Era Vargas, questionando aos alunos sobre o que foi discutido em sala e se isso mudou sua forma de ver a política e se os debates ocorridos em sala de aula contribuíram para ampliar os conhecimentos dos fatos ocorridos nesse período.Aplicaremos um exercício, a análise de uma musica, caso ocorra de não dar tempo de aplicar essa tarefa em sala, ficara como tarefa de casa.
Tempo:1 aula

Avaliação:

Solicitaremos para os alunos analisarem uma musica sobre governo de Vargas estabelecendo uma comparação com o conteúdo trabalhado em sala. Logo após,responder algumas questões relacionadas a esta. Sendo que o principal interesse desta atividade é despertar o senso critico do aluno.

Cronograma de execução:

O tempo estimado para a aplicação deste projeto é de 3 (três) aulas, sendo estas de 50 (cinquenta) minutos cada. Na primeira semana de Abril do ano de 2013, nos dias de segunda-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira, nas turmas do 9º Ano C e9º Ano D.

Recursos humanos e materiais necessários:

·         Humanos
Ø  Bolsistas do Pibid; (Aparecida e Jeniffer)
Ø  Professora; (Idelma)
Ø  Alunos; (25 alunos no 9º C e 22 alunos no 9º D)

Ø  Materiais
Ø  Quadro;
Ø  Giz;
Ø  Livro Didático;
Ø  Retroprojetor;
Ø  Imagens; (fotos)
Ø  Texto impresso (musica)

Fontes:

BOULO, Junior Alfredo. História – Sociedade e Cidadania. 9º ano. São Paulo: FTD, 2009, (coleção História – Sociedade & Cidadania).
Disponível no site: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/estado-novo/plano-cohen.php (acessado em 21/03/2013)
Disponível no site: http://www.historiabrasileira.com/era-vargas/estado-novo/ (acessado em 20/03/2013).
Disponível no site: http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/governo-provisori-de-getulio-vargas (acessado em 20/03/2013).
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e pratica de ensino de historia: Experiência, reflexões e aprendizados/ Selva Guimarães Fonseca. Campinas, SP: Papirus, 2003. – (coleção Magistério: Formação e trabalho pedagógico)


 ANEXO


                                         ATIVIDADES


Chico Buarque - Dr. Getúlio

Foi o chefe mais amado da nação
Desde o sucesso da revolução
Liderando os liberais
Foi o pai dos mais humildes brasileiros
Lutando contra grupos financeiros
E altos interesses internacionais
Deu início a um tempo de transformações
Guiado pelo anseio de justiça
E de liberdade social
E depois de compelido a se afastar
Voltou pelos braços do povo
Em campanha triunfal

Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular

Foi o chefe mais amado da nação
A nós ele entregoui seu coração
Que não largaremos mais
Não, pois nossos corações hão de ser nossos
A terra, o nosso sangue, os nossos poços
O petróleo é nosso, os nossos carnavais
Sim, puniu os traidores com o perdão
E encheu de brios todo o nosso povo
Povo que a ninguém será servil
E partindo nos deixou uma lição
A Pátria, afinal, ficar livre
Ou morrer pelo Brasil

Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular

Fonte: Musica; Dr. Getúlio escrita por Chico Buarque de Holanda no ano de 1983 e interpretada por Simone em 1985.






Colégio Estadual Dom Bosco
Nome:_____________________________________
Turma:__________    Data:___/____/____________


ANÁLISE DE MÚSICA

1 1)-  Com base nos textos trabalhados faça uma analise da musica “Dr. Getúlio”, em primeiro ponto o que ela aborda.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
   2)-   Explique por que o autor faz esta exaltação de Getúlio Vargas? 
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
   3)-   Agora chegou sua vez, produza uma crítica ou uma defesa em forma de poema ou musica (paródia) ao Presidente Getúlio Vargas.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

PLANO DE AULA - HISTÓRIA DE GOIÁS 7º ANO

PLANO DE AULA - HISTÓRIA DE GOIÁS



Ana Paula Alves de Oliveira
Nayrhainne Souza Duarte


·         Eixo temático: A exploração do novo mundo.

·         Tema: A formação do território do que hoje é o Estado de Goiás, enfatizado na bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva e suas consequências.

Expectativas de Aprendizagem:

·         Compreender o contexto histórico do processo de formação do Estado em que vivemos.
·         Discutir a importância de se conhecer a nossa História Regional.
·         Refletir sobre as consequências e a importância da descoberta do ouro em Goiás e no Brasil.
·         Valorizar a memória Histórica da formação do nosso estado.
·         Compreender as dificuldades e desafios enfrentadas nas viagens dos bandeirantes.
·         Compreender a formação da identidade goiana;

Conteúdo:

·         Trabalhar o processo de colonização do interior do Brasil, a partir da descoberta do ouro. Tomando como base também, a formação do atual território goiano.
·         Focalizar nas expedições de colonização, principalmente as bandeiras, que a principio tinha interesses apenas na captura dos então escassos índios. E também nunca haviam se esquecido do motivo de ter saído de Portugal, a então descoberta do El-dorado.
·         Demonstrar através de imagens e explicação as dificuldades e perigos que os bandeirantes, jesuítas e outros, encontravam ao adentrarem ao sertão do Brasil.

Tempo: 1 aula

·         Apresentar o processo de descobrimento do ouro em Minas Gerais e em Mato Grosso, que por sua vez influenciou a bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, que utilizando de uma lógica como afirma Palacin, se há ouro nessas duas regiões provavelmente existe entre elas ouro também.
·         Demonstrar como a descoberta do ouro influenciou no povoamento do estado de Goiás. A partir da bandeira do Anhanguera, com idéias de fixa-se no então estado goiano

Tempo: 1 aula

Avaliação

·         A primeira avaliação consistia numa cola ou desenhos, dependendo se eles trouxessem as figuras. Essas figuras serão coladas dentro do mapa do estado de Goiás. Figuras que representassem o conteúdo trabalhado. Essa atividade tem como funçao

Conceitos

  • 1   Identidade;
  • 2  Memória;
  • 3  História regional;


Recursos/Materiais:

·         Imagens do Estado de Goiás;
·         Documentos escritos ( Hino dos Bandeirantes e Hino de Goiás de 1919);
·         Mapa;
·         Quadro;
·         Giz;
·         Projetor de imagem;
·         Computador ou notebook;

Recursos/Humanos:
·         Professor
·         Aluno


h                                                          

ATIVIDADE


COLÉGIO ESTADUAL DOM BOSCO
JUSSARA:_____ DE FEVEREIRO DE 2013
ALUNO: _______________________________________ 7º ANO ______
PREOFESSORAS: ANA PAULA E NAYRHAINNE

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO DE CONTEÚDO

01-  A partir da letra do Hino do Estado de Goiás (1919) e o Hino dos Bandeirantes, responda as questões.

   a)   De que se trata o hino do estado de Goiás?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b)  E  o hino dos bandeirantes?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) Tente traçar uma similaridade entre as letras dos hinos.
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



   d) Quem foi Bartolomeu Bueno da Silva?
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Hino de Goiás (1919)Letra: Antônio Eusébio de Abreu
Música: Custódio Fernandes Góis

No coração do Brasil,
Domínio da primavera,
Se estende a terra goiana,
Que nos legou Anhanguera.

O bandeirante, atrevido,
Desbravador do sertão,
em cada pedra abalada,
Deixou da audácia um padrão.

Em cada pico azulado,
No dorso da serra erguido,
Recorda a lenda encantada
De algum tesouro escondido.

Outrora a terra, esquecida,
Mas sempre augusta no porte,
Viveu a lei do destino,
Vergada aos lances da sorte.

Depois, volvida, alentada
Do grato influxo estafante
Do vil metal reluzente,
Tornou-se Estado possante.

E hoje, estante, orgulhosa,
No labutar do progresso,
Riquezas , dons naturais
Ostenta em vasto recesso.

Este céu tão estrelado,
Este solo tão fecundo
Parecem provar destino
De ser o solar do mundo.

Este clima salutar,
Esta brisa embalsamada,
Noite e dia, são cantadas
Nos trinos das passaradas.

Seus lindos bosques nativos,
Orlando campos e montes,
Ao sol ocultando c'a sombra,
A clara tinta das fontes.

Buritizais alinhados,
Quais batalhões da natura,
Ali defendem co'os leques,
Da chã leveza e frescura.

De sul a norte, afinal,
Da natureza no arquivo,
A fauna, a flora se enlaçam
Em doce amplexo festivo.

Este solo que pisamos
Hoje, em fraternal abraço,
É berço da liberdade,
Da Pátria Amada um pedaço.

Outrora fora o retiro
Dos filhos do Mucunana;
Mas hoje a terra, exaltada,
É a nossa Pátria Goiana.

Goianos, nobres, altivos,
Da liberdade alentados,
Jamais consentem que os touros
Da Pátria sejam pisados.

Cantemos todos, unidos,
Da liberdade a vitória.
Mais um padrão ajuntemos
Aos faustos da nossa história.

Salve plêiade cintilante
De patriotas goianos
Que em sulcos e bênçãos pátrias
Conquistam louros, ufanos.

Desperta além, mocidade,
A voz do grande ideal
De fazer Goiás fulgir
No vasto Brasil Central.

Viva o Brasil respeitado,
Como Nação Soberana.
Viva o progresso encetado
Na bela terra goiana.
Disponível em: http://www.goias.go.gov.br/paginas/conheca-goias/simbolos/hino


Hino dos Bandeirantes

Autor: Guilherme de Almeida

Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das "bandeiras"!
Olha o passado à frente!
Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!
Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta.
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta!
Avança! Investe!
Em "bandeira" ou "monção",
Doma os índios bravios.
No leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;
Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos!
Lavra, planta, povoa.
Depois volta à garoa!
Na tardinha enfeitada de miçanga,
Ao Grito do Ipiranga!
Entreabre agora os véus!
Verás fluir por plainos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!
Paulista, pára um só instante
Deixa atrás o presente:
Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Contempla os Campos de Piratininga!
Norte - Sul - Este - Oeste,
Rompe a selva, abre minas, vara rios;
Bateia, escorre a ganga,
E adivinha através dessa cortina,
A sagrada Colina
Do cafezal, Senhor dos Horizontes,

Disponível em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/historia_hino